
Tem vezes que preciso ser parado, por mim mesmo, é. Não só pelo sono, ou pelo amanhã eterno de cada dia, não funciona, tem que ser o meu próprio eu puxando a alavanca com força. Então eu olho meio pra dentro, meio pra fora de mim e recomeço, em marcha lenta que ganha fluxo.
Um amigo mesmo, estava dizendo, a desculpa de parar amanhã é fraca demais, não existe motivo para não parar no meio. E por isso o maquinista. Fica sendo meio engraçado quando fico máquina, deixo de me perceber e quando percebo não estou onde estaria mais. Nunca mais, por isso mesmo a lentidão fica sendo mais segura, de vez em quando. De vez em quando também eu gosto de não fazer sentido, mas preciso estar permitido, permitido pra ir embora a qualquer momento, pro momento em que sentir vergonha. Porque quando eu fico sentido vergonha eu perco o senso da insensatez e aí fico idiota, e me sentir idiota é pior do que o vazio, do que o máquina, pior do que tudo. Detesto ficar idiota.
A mudança vai ficar para amanhã mesmo, mas amanhã de verdade, amanhã que será hoje e que depois será ontem. E não é falta de força é só sono, porque um dos meus maiores limites é o sono, deitar na cama é sempre um bom modo de me parar e de não ser idiota. Deite-se.
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