domingo, 19 de junho de 2011

Estive esquecido.

De mim para mim.

Estive esquecido de que poderia escrever, de que minha mente poderia se esvair por minhas próprias mãos, e a minha melhor sensação de capacidade tornou-se de repente, invisível. Estava me tornando invisível e não havia ao menos percebido.

Espero poder amar, escrever, amar e escrever. Espero poder alcançar a paciência e calma necessárias para poder continuar sempre, de cabeça erguida sempre, sempre, sempre.

Um beijo grande, de mim para mim mesmo. Get up yourself.

domingo, 5 de junho de 2011

Trens em movimento precisam de maquinistas.



Tem vezes que preciso ser parado, por mim mesmo, é. Não só pelo sono, ou pelo amanhã eterno de cada dia, não funciona, tem que ser o meu próprio eu puxando a alavanca com força. Então eu olho meio pra dentro, meio pra fora de mim e recomeço, em marcha lenta que ganha fluxo.

Um amigo mesmo, estava dizendo, a desculpa de parar amanhã é fraca demais, não existe motivo para não parar no meio. E por isso o maquinista. Fica sendo meio engraçado quando fico máquina, deixo de me perceber e quando percebo não estou onde estaria mais. Nunca mais, por isso mesmo a lentidão fica sendo mais segura, de vez em quando. De vez em quando também eu gosto de não fazer sentido, mas preciso estar permitido, permitido pra ir embora a qualquer momento, pro momento em que sentir vergonha. Porque quando eu fico sentido vergonha eu perco o senso da insensatez e aí fico idiota, e me sentir idiota é pior do que o vazio, do que o máquina, pior do que tudo. Detesto ficar idiota.

A mudança vai ficar para amanhã mesmo, mas amanhã de verdade, amanhã que será hoje e que depois será ontem. E não é falta de força é só sono, porque um dos meus maiores limites é o sono, deitar na cama é sempre um bom modo de me parar e de não ser idiota. Deite-se.